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Legado de Ramos de Azevedo é tema de bate-papo na Casa das Rosas - Guias e Agentes de Turismo

São Paulo, 14 de Junho de 2015. 

A Oficina para Agentes, Guias e Estudantes de Turismo desta edição explorou de forma bem ampla os assuntos relacionados ao arquiteto Ramos de Azevedo. 

Quem afinal foi Ramos de Azevedo? Quais elementos ficaram registrados em suas obras arquitetônicas? De onde surgiu seu estilo? Qual sua importância para a história de São Paulo? Essas e outras perguntas foram abordadas no encontro Ramos de Azevedo: cidade e memória, tendo como pano de fundo a edificação da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.


O evento iniciou-se com a fala da professora Drª Beatriz Bueno relatando a importância do Escritório Técnico Ramos de Azevedo para a formação desta cidade que à época tampouco ainda possuía esse título.

Ao apresentar uma gama de características referentes aos trabalhos que o escritório engendrou, Beatriz foi cabal em explicitar que Ramos de Azevedo, além de projetar suas obras com grande primazia, também as pensava a partir do ponto de vista urbanístico, isto é, as alocava de maneira a criar uma malha urbana para a cidade de São Paulo.

É importante citarmos que nossa capital passava por uma transformação muito grande, perdendo o título de vila para ser nomeada cidade - com isso, outras características dos projetos também foram apresentadas por Beatriz, sendo uma das mais relevantes o fato de que Ramos de Azevedo foi não só o responsável pelo maior desenvolvimento do estilo arquitetônico eclético em São Paulo, como também, a figura que introduziu os banheiros no espaço interno das moradias.

 

 

Após a fala da professora, foi a vez de Nicola Pacileo Netto, engenheiro cuja vida profissional alavancou-se através do escritório de Ramos. Falando do tempo em que o próprio nome do escritório teve que ser alterado em função de mais dois sócios participantes da empresa, passando assim, a ser Escritório Técnico Ramos de Azevedo Severo & Villares. Nicola explicitou um pouco do que era a qualidade das obras desenvolvidas nesta época - expertise que até os dias de hoje é difícil de ser encontrada.

A fala de Nicola foi de extrema importância para a conferência de que o Escritório de Ramos, mesmo após seu falecimento, continuou perpetuando o ícone qualitativo de suas obras.

 

Em seguida pudemos contar com a fala do Paulo Villares que além de sobrinho-bisneto de Ramos é coordenador do Centro de Pesquisa Arnaldo Dumont Villares e Severo Villares. Sua fala complementou-se à do professor Nicola à medida que demonstrou outras características do Escritório em sua segunda fase.

Ele contou um pouco da sua vivência na Casa das Rosas, da infância e partilha com a moradora da casa e seu filho - Lúcia e Ernesto Filho. Suas memórias remontam ao uso dos cômodos, a decoração destes e o cuidado que dona Lúcia tinha com a estrutura.

"Se você chegasse na casa para uma visita ao toque da campainha, além de muito bem recebido, já havia um empregado a postos para polir a marca do dedo estampada no botão da campainha!", relata Paulo Villares.

Ele também contou do dia em que ganhou sua primeira bicicleta e, pela primeira vez, deu voltas no entorno da casa.

Complementando a participação, pudemos ouvir um pouco de Laércio Cardoso, guia de turismo especializado na obra de Ramos de Azevedo. Mostrando algumas possibilidades de roteiros, que podem ser desenvolvidos no centro histórico de São Paulo ao explorar as obras de Ramos do ponto vista da arquitetura e do urbanismo, propôs alternativas para roteiros curtos a partir do uso do transporte público.

 

 

Por fim, contamos com a fala do antigo jardineiro que trabalhou na casa desde os seus vinte anos - hoje em dia ele é o responsável pela manutenção do jardim da casa que era de Ramos localizada na rua Parapitingüi, no bairro da Liberdade - hoje sede da Editora Global.

Antônio Rodrigues Velame, ou Seu Toninho como prefere ser chamado, emocionou-se ao contar quando dona Lúcia faleceu; ele a considerava como uma grande patroa e amiga que o ajudou nas horas difíceis.

A memória viva do Senhor Toninho é uma porta de entrada para experienciarmos a vida naquela época, a Casa das Rosas enquanto residência era "um lugar de muito requinte", diz. Ele não só foi responsável pela manutenção do jardim que à época contava com um número muito maior de roseiras, como também plantou uma série de árvores que hoje estão convivendo com as roseiras no jardim. A mexeriqueira alocada na parte traseira da Casa foi plantada por ele quando ainda era uma muda!, hoje ela está enorme e carrega-se de mexericas todos os verões!

Toninho também contou da rotina da família e da Casa em suas diferentes fases, após o falecimento de Dona Lúcia permaneceu a trabalhar no jardim sendo empregado pelo filho dela, Ernesto de Castro Filho. Ele aproveitou, também, para contar-nos como chegou à Casa: "havia um jardineiro que trabalhava para dona Lúcia antes de mim, mas esse, num final-de-semana decidiu ir a Santos para ver o mar e, tanto o viu que... o mar o levou..." e, complementa - "Eu trabalhava na chácara de um português que tinha um assistente conhecido da família Ramos de Azevedo e ele me indicou, na hora fiquei preocupado pois nunca tinha mexido com jardinagem, mas deu no que deu!".

Tanto deu que o senhor Toninho trabalhou com a família por 31 anos na Casa das Rosas.

 

 

Aos interessados deixamos aqui a bibliografia dos palestrantes para que possam se inteirar mais sobre os convidados.

Aguardamo-os nas próximas edições!

 

PALESTRANTES

Laercio Cardoso de Carvalho, guia de turismo desde 1983, especialista tours temáticos em São Paulo desde 2003 sendo um deles o tour "Ramos de Azevedo".

Beatriz Piccolotto Siqueira Bueno, professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, atuando principalmente nos seguintes temas: História da Urbanização e do Urbanismo no Brasil; Cultura Profissional dos Arquitetos e Engenheiros; História do Mercado Imobiliário em São Paulo; e História da Cartografia. Foi curadora da exposição “Escritório Ramos de Azevedo - A arquitetura e a cidade” realizada entre janeiro e março de 2015.

Nicola Pacileo Netto, trabalhou na década de 1960 à 1968 no Severo & Villares escritório técnico Ramos de Azevedo. Professor Mestre, Doutor e Livre Docente da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

Paulo Villares, bisneto do Ramos de Azevedo e Diretor do Centro de Pesquisas Arnaldo Dumont Villares e Severo Villares.

Antônio Rodrigues Velame (Sr. Toninho), foi jardineiro da Casa das Rosas por 31 anos. Trabalhou para a Lúcia, filha do Ramos, para o neto Ramos, Ernesto Dias de Castro Filho e sua esposa Anna Rosa. Hoje ele trabalha na casa da Rua Pirapintingui, na Liberdade. Ele também foi um dos depoentes do livro “O jardim das resistências” (2013), pag. 54 à 60

 

 

 

 

 

 


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