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Encontro - Nós, falantes

Nós, falantes
Domingo, 23 de outubro de 2016.

 

“[...] ("o povo é inventa-línguas", Maiakóvski) contra os burocratas da sensibilidade, que querem impingir ao povo, caritativamente, uma arte oficial, de "boa consciência", ideologicamente retificada, dirigida. Mas o povo cria, o povo engenha, o povo cavila. O povo é o inventa-línguas, na malícia da mestria, no matreiro da maravilha. O visgo do improviso, tateando a travessia, azeitava o eixo do sol... O povo é o melhor artífice. [...]” (Haroldo de Campos, circulado de fulô)

 

Embora muitos conservadores adeptos da norma (o)culta neguem, todos que falam uma língua, falam bem.

 

“Nas ilhas de Maldiva nace a pranta No profundo das águas, soberana,” (Luís de Camões, Os Lusíadas, Canto X, estrofe 136)

 

Esta e outras referências (de poetas e também de linguistas) apareceram para  pontuar discussões acerca da gramática prescritiva e do preconceito linguístico, que pode existir em muitas pessoas independente de classe ou origem.

 

“As pessoas sem instrução falam tudo errado” “Brasileiro não sabe português” / Só em Portugal se fala bem português”

 

O encontro também foi pautado pela discussão sobre estes dois e de mais seis mitos relacionados às línguas de uma maneira geral. Eles foram pinçados de “Preconceito linguístico - o que é, como se faz”, obra de Marcos Bagno. Esta, aliás, junto com a obra “A História das Línguas”, de Tore Janson, foram os principais referenciais teóricos.

 

 

Nada do que foi debatido é novidade dentro da comunidade acadêmica. No entanto, por desconhecimento de muitos, ainda causa polêmica. O evento tratou de oferecer, por meio de um papo descontraído, um panorama de algumas pesquisas que são capazes de dar ferramentas para uma educação linguística realmente libertadora.

 

 

Haroldo de Campos, que aparece aqui no excerto em epígrafe, sabia bem: Nossa língua não pertence a Camões. É de todos que a falam e a mantêm viva.

 

Referências bibliográficas

 

BAGNO, Marcos. A norma oculta - língua & poder na sociedade brasileira. 2ª ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2003. 

_____________. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro 01 ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.

_____________. Preconceito Linguístico – o que é, como se faz. 15 ed. Loyola: São Paulo, 2002.

CASTILHO, Ataliba. Nova Gramática do Português Brasileiro. Editora Contexto, 2011.

JANSON, Tore. A História Das Línguas: Uma Introdução. 01 ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. 

LABOV, William. Padrões Sociolinguísticos. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.

ORLANDI, Eni. O que é linguística. São Paulo: Editora Brasiliense, 2014.

POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola. 24 reimp. Campinas: Mercado de Letras, 2010.

SAUSSURE, Ferdinand. Curso de linguística geral. São Paulo: Editora Cultrix, 2013.

 

 


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