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Como foi?: Se essa Casa Falasse

A oficina de hoje rendeu várias surpresas e novos olhares sobre a Casa das Rosas e seu ambiente ao redor.

Mais do que isso, deu vida não só aos objetos mas aos nossos olhares condicionados. O livro “A vida secreta dos objetos”, de Allan Sieber foi ponto de partida para a nossa atividade.

 

              

 

 

 

Também conversamos sobre como o olhar imaginativo das crianças é capaz de “humanizar” os objetos. Um bom exemplo disso pode ser o simples ato de imaginar figuras nas nuvens. Alguns participantes relataram frases de crianças cheias de poesia:

 “Certa vez, quando meu filho era pequeno, ele me fez a seguinte pergunta ao acordar: Pai os travesseiros também dormem?”

 “Conheço um médico que registrou vários comentários inusitados das crianças como. Uma delas foi: “Olha! Um arco-íris morto!”. A criança se referia à uma possa de óleo no asfalto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seguindo esta mesma ideia o poema “Desobjeto”, de Manoel de Barros, foi lido: 

Desobjeto – Manoel de Barros

 

 

O menino que era esquerdo viu no meio do quintal um pente. O pente estava próximo de não ser mais um pente. Estaria mais perto de ser uma folha dentada. Dentada um tanto que já se havia incluído no chão que nem uma pedra um caramujo um sapo. Era alguma coisa nova o pente. O chão teria comido logo um pouco de seus dentes. Camadas de areia e formigas roeram seu organismo. Se é que um pente tem organismo.

O fato é que o pente estava sem costela. Não se poderia mais dizer se aquela coisa fora um pente ou um leque. As cores a chifre de que fora feito o pente deram lugar a um esverdeado musgo. Acho que os bichos do lugar mijavam muito naquele desobjeto. O fato é que o pente perdera sua personalidade. Estava encostado às raízes de uma árvore e não servia mais nem pra pentear macaco. O menino que era esquerdo e tinha cacoete pra poeta, justamente ele enxergara o pente naquele estado terminal. E o menino deu pra imaginar que o pente, naquele estado, já estaria incorporado à natureza como um rio, um osso, um lagarto. Eu acho que as árvores colaboravam na solidão daquele pente.

 A poesia concreta também entrou em cena também para falar de objetos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poema "Código" (1973) de Augusto de Campos

 

Além de falar sobre um objeto/assunto, a poesia concreta “é” o assunto em si ao mesmo tempo também fala do próprio assunto em si utilizando a narrativa verbal e/ou visual.

As intervenções artísticas que interagem com os objetos e estruturas sugerem outro olhar sobre o objeto. Boa parte delas estão presentes no espaço urbano:

 

 

 

Artista não identificado.


Depois que os participantes circularam pela casa e pelo jardim, compartilhamos as criações. Confira algumas:

                    

Natália se inspirou na fonte presente no jardim da Casa das Rosas. 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Nesta carta, um dos personasgens foi o quadro do Ramos de Azevedo, arquiteto de projetou a Casa: "Eu me considero o objeto mais importante". 

 

        

Neste desenho o copo diz: "O sr. copo se sente descartável".

 

Alguns preferiram compor suas frases se baseando nos desenhos de carimbos: 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Outra fizeram o texto em terceira pessoa para falar da Lua: "ela é de fases. Um dia se enche, no outro se mingua".

 

 

        

Aqui, a ilha diz: "Sou deserta, sou sombria, tenho gente, tenho imortais". 

 

Encerramos este registro com um vídeo de 1928 (direção Hans Richeter) de sugerido por Júlio Mendonça, coordenador do Centro de Referência Haroldo de Campos, que também participou da atividade:  

 

 

 

 


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