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Como foi?: O Livro e sua Poética - Entre a Tensão e Página

São Paulo,  23 de Agosto de 2015. 

 

Ex-Libris, Libris, libro – libertad – liberdade.  Em latim a preposição lusófona “para” traduz-se como ex, mas isso não pára por aí... Como uma boa língua declinante em casos de ação específicos, essa tal preposição muda conforme o seu contexto. Vale lembrar que para o idioma camoniano aquilo que se configura como uma preposição, para o declinante latim se apresenta como um prefixo: præfixus do verbo præfigere, que literalmente se traduziria como transfixar, levar a algo. Assim, ex é algo destinado para algo, um outro que não vem a mim e nem a si, senão – além.

 

Ex-Libris entoa a vida, já que, ao pé da letra refere-se àquilo que vai à liberdade, para a liberdade. A própria palavra latina Libris refere-se à liberdade, não à toa, este termo acabou por resvalar-se no objeto livro. Contudo, o quê um livro tem a ver com liberdade?!: tudo ou nada...

 

O livro é um dos primeiros objetos projetados pelo homem com um intuito de preservar aquilo que poderia tornar-se rarefeito através da cultura oral, a preservar o que é vivência, as sagas e, além: as memórias, suas imagens e suas transrelações temporais.

 

 

 

Tábula - Edith Derdyk

 

O livro, objeto da liberdade, “com o tempo” deixou de ser experienciado somente como suporte plástico da tradução de uma lembrança, de um vestígio e passou a ser explorado como possibilidade estética para a pesquisa de novas possibilidades, novos suportes-sensitivos. Experimentações tipográficas, imagéticas, literárias, volumétricas, cinéticas, táteis e intercomunicativas mesclam-se inaugurando novas vias de ação para pensar-se o quê é o livro e como esse se relaciona com a cultura contemporânea.

 

 

 

Caixa Preta - Haroldo de Campos e Júlio Plaza 

 

Nesta oficina exploramos a história da evolução do Livro-de-artista, livro-objeto, de maneira a percebermos as intenções de se utilizar o livro como proposição provocadora, percorrendo algumas experiências de artistas, designers, ilustradores, escritores, editores, arquitetos... neste campo de produção.

 

 

Marilá Dardot - O Livro de Areia 

 

Juntamente do contato com estes exemplos e das potências que eles inauguram para percebermos o quê e como este objeto pode ser, o livro nos traz um sem-fim de possibilidades.

 

 

Marilá Dardot - O Banquete

 

Após caminharmos um pouco através deste recorte da história da arte focada na evolução dos livros, iniciamos uma ação na qual, cada participante, munido de um livro que lhe fosse de interesse, realizasse uma intervenção nesta obra, trazendo-a à reflexão de como uma obra literária pode relacionar-se, ou não, com a proposição plástica que intenciona.

 

 

 

 

 Aproveitamos o momento para para deambularmos na exposição Livro-obra Galáxias elaborada pelo artista paraibano Antônio Dias baseada na obra Galáxias de Haroldo de Campos. Tempo que nos fez refletir acerca das conexões formais que uma obra pode ter ao relacionar-se com um trabalho literário, transubstanciando-o em essência-além-palavra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para aqueles que desejam se aprofundar neste, tão vasto, assunto, deixamos uma seleta e selecionada bibliografia para pesquisa abaixo.

 

AMARAL, Aracy A. “Mira Schendel: os cadernos”. Em AMARAL, Aracy A. Arte e meio artístico: entre a feijoada e o x-búrguer. São Paulo: Nobel, 1983.

CARRIÓN, Ulises. A nova Arte de Fazer Livros. Trad, Amir Cadôr Brito. Belo Horizonte: C/ Arte, 2011.

DERDYK, Edith (org). Entre ser um e ser mil: o objeto livro e suas poéticas. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2013.

FABRIS, Annateresa & COSTA, Cacila Teixeira (apresentação e curadoria). Tendências do Livro de Artista no Brasil. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 1985.

PLAZA, Julio. “O livro como forma de arte (I)”. Em Arte em São Paulo, nº6, São Paulo, abril de 1982, não paginado.

SILVEIRA, Paulo. A página violada: da ternura à injúria na construção do livro de artista. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2008

VENEROSO, Maria do Carmo Freitas. O livro de artista hoje: apontamentos a partir da exposição Livro/Obra”. Na Revista do programa de Pós-graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG, 2 (3), maio de 2012.

WHITE, Maria; PERRAT, Patrick; LAWES, Liz. Artists’ books: a cataloguers’ manual. Londres: Arlis UK & Ireland, 2006.


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