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Como foi?: LEITURA, APRECIAÇÃO E CRIAÇÃO POÉTICA, com Cris Rangel

São Paulo, Maio e Junho de 2015. 

 

No dia 23 de Maio, demos início a Oficina para professores e educadores "Leitura, apreciação e criação poética", ministrada por Cris Rangel.

Neste primeiro encontro todos os participantes falaram do seu envolvimento pessoal e profissional com a leitura e a escrita, além de apresentarem os motivos e expectativas relacionadas à oficina.

De acordo com Cris Rangel, o primeiro encontro foi um momento importante para se ter noção de como a Oficina poderia atender às demandas colocadas.

Como a grande maioria dos participantes são professores da rede pública e privada, muito foi conversado sobre as dificuldades e resistência dos alunos em relação ao gosto e o hábito pela leitura e como isso prejudica a prática da escrita.

O ensino voltado para o vestibular e a condição social dos alunos foram alguns fatores relacionados à falta de contato com a leitura.

"(Nós professores) Ficamos ainda nos grandes cânones por conta do vestibular e existe uma tendência do aluno procurar a resposta "certa" ou "errada" para a interpretação de uma poesia, mas a poesia não tem um resposta única", comenta professora de uma escola particular do ensino fundamental.

 

 

Em nosso segundo encontro, no dia 30 de Maio, Cris Rangel abordou conceitos fundamentais para a comunicação: linguagem (visual e verbal), emissor, receptor, canal, gênero, meio e mensagem.

Cris propôs reflexões a respeito do papel do educador como um agente que precisa somar seu conhecimento com o repertório cultural do aluno e, neste caso, a música é um poderoso recurso de aproximação da escrita e da leitura. Diante desse tema, conversamos sobre a ideia de professor "colonizador" como sendo aquele que se vê no direito de desconsiderar as referências dos estudantes em detrimento de referências "válidas" ou "dignas" de legitimação.

Sobre o funk, tão criticado por causa das suas letras, Cris exibiu um vídeo com o MC Garden que aborda justamente a problemática em torno desse gênero:

 


"Ao invés de buscar inserir referências que são suas (do educador/professor) é importante se apropriar das referências que eles têm e buscar um diálogo entre eles", sugeriu Cris.

Neste mesmo dia, analisamos as letras de músicas que cada participante escolheu com base em canções "que gostam" e que "não gostam".

Cris trouxe relatos de experiências como educadora em que ela sugeriu que os jovens escrevessem sobre temas "universais", conceitos e sentimentos que qualquer ser humano experimenta em algum momento da vida. Com base nisso, fizemos o seguinte exercício: escrever sobre "fantasia" em quatro frases. Depois compartilhamos os textos lendo para os colegas. Sem a menor pretensão, muita poesia saiu sem a menor pretensão.

No 06 de Junho, fomos ao Espaço da Palavra da Casa das Rosas e escolhemos livros de poesia para exercitar a prática, a leitura e a apreciação. Essa atividade foi tão prazerosa que nos perguntamos quanto tempo não lemos uns para os outros.

A cada encontro Cris apresentou vários artistas e coletivos que desempenham um consistente trabalho de poesia contemporânea (em sua maioria atuantes na cidade de São Paulo). Neste terceiro dia ela trouxe alguns livros para conhecermos de perto alguns trabalhos:

1) "Sinceros Insetos" e "Aprender menino", ambos do Victor Rodrigues, poeta que participa do sarau poético "Praga de Poeta";
2) "Dentro da Betoneira", de Thiago Cervan;
3) "Há mar no asfalto", de Samuel Luiz Borges;
4) "Devolva meu lado de dentro", de Sinhá, grafiteira feminista de São Paulo;
5) "Tratado sobre o coração das coisas ditas", de Ni Brizan;
6) "Poemasemfoco", de Rodrigo Sousa e Sousa;
7) "O incrível acordo entre o silêncio e o alterego", de Caco Pontes;
8) "Livre-me", de Caio Carmacho;
9) "Embrionários versus revolucionários", de Thiago de Freitas Peixoto;
10) "Outro dia de folia", de Eduardo Lacerda.

 

 

Ainda neste dia Cris Rangel abordou a linguagem da poesia concreta, apresentou conceitos presentes na poesia em geral tais como métrica, ritmo, rima, acento, composição e também contextualizou o surgimento da poesia lírica e satírica dentro da poesia portuguesa.

Para encerrar este encontro, finalizamos com uma dinâmica de palavras aleatórias: dispostos em roda, um de cada vez falava uma palavra qualquer que vinha à mente seguida de uma palma. Logo depois, o próximo colega deveria falar qualquer palavra que a anterior suscitou. O desafio era: não pensar demais para deixar as palavras fluírem. Como não foi fácil, Cris sugeriu que fizéssemos o exercício de olhos fechados. 

Outra sugestão dada pela Cris, foi trabalhar com várias versões para uma mesma música: "Uma boa estratégia é pegar uma música que os jovens conheçam e mostrar uma paródia dela". Ela deu exemplo da versão que o músico Criolo fez da música "Cálice" do Chico Buarque. Veja abaixo:

 

 

No último dia da Oficina, em 13 de junho, foi o momento da apreciar músicas para, depois, mergulhar no processo criativo de escrita a partir da audição das canções.

Deitados no chão, apagamos as luzes e escutamos um repertório de 10 músicas nacionais (sendo apenas uma em espanhol).

 

 

Depois de uma catarse de ideias, cada um leu o texto produzido e encerramos a Oficina muito mais inspirados e oxigenados com a apreciação da música, leitura e da escrita. Depois dessa Oficina, a sala de aula vai ficar bem mais leve e poética. 

Referências:
Jogos Teatrais, de Viola Spolin. Ed. Perspectiva; 
Contracomunicação, de Décio Pignatari. Ed. Ateliê;
Teatro do Oprimido, de Augusto Boal.
Viva Vaia, Augusto de Campos;

 

 

 

 


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