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Como foi?: Labirínticos J. L. B. e a Arquitetura Fantástica II

Domingo, 18 de setembro, 2016

 

 

By this art you may contemplate the variation of the 23 letters.

 

The Anatomy of Melancholy,

Part 2, sect. II, mem IV.

 

 

Marco Polo descreve uma ponte, pedra por pedra.

— Mas qual é a pedra que sustenta a ponte? — pergunta Kublai Khan.

— A ponte não é sustentada por esta ou aquela pedra — responde Marco —, mas pela curva do arco que estas formam.

Kublai Khan permanece em silêncio, refletindo. Depois acrescenta:

— Por que falar das pedras? Só o arco me interessa.

Polo responde:

—Sem pedras o arco não existe.

 

 

As Cidades Invisíveis

Ítalo Calvino

 

A oficina Labirínticos: Jorge Luis Borges e a Arquitetura Fantástica contou com sua segunda edição e nela pudemos uma vez mais dialogar sobre as relações entre a arquitetura e a literatura que tanto influenciaram de maneira latente a produção desse consagrado escritor considerado um dos maiores expoentes da literatura latino-americana fantástica.

 

 

 

Conforme citamos em nosso primeiro relato, a discussão encabeçou uma leitura coletiva de três textos-chaves para orientarmos nossos olhares debruçados à busca e irradiação de linhas inusuais que configuram ambientes metamórficos: ambientes cuja estrutura fundem-se com o infinito e dele se derivam.

 

 

Os textos A Biblioteca de Babel (La Biblioteca de Babel), A Casa de Asterião (La Casa de Asterión) e Os Dois Reis e os Dois Labirintos (Los dos reyes y los dos labirintos) compuseram o carro-cheve dessa experiência por trazerem à tona três dos diferentes tipos de labirintos que preenchem os multiversos borgesianos: espaços rizomáticos, caracterizados pela multiplicidade de possibilidades, caminhos, bifurcações que criam a matéria do infinito.

Espaços geométricos dotados de conexões e passagens exatas, lineares e binárias, assim como os labirintos que costumamos imaginar: paredes curvilíneas, retas e orientadas para um fim comum. E há por fim os espaços compart(r)ilhantes: labirintos que excetuam tudo aquilo que pensamos por forma labiríntica, forma da confusão e da perda... Lugares onde as paredes são móveis, locais em que as paredes sequer existem.

 

 

 

 

A partir da leitura e análise dos textos passamos a alguns exemplos visuais acerca das obras de alguns arquitetos e artistas que através de um viés literário e plástico-filosófico deixaram-se contaminar e influenciar sobre as potências inventivas que esses transespaços podem disparar e fruir na convivência e comunicação dos homens.

 

Confira abaixo uma amostra destes (des)construtores.

 

Assembléia Nacional de Bangladesh, Dhaka. Louis Kahn, 1982

 

Mausoléu Bríon, Treviso, Itália. Carlo Scarpa, 1968

 

Casa sem-título, Londres. Rachel Whiteread, 1993

 

Building Cut, Nova Iorque. Gordon Matta-Clark, 1972

 

 No último momento da oficina, realizamos uma atividade de construção de modelos de ambientes fantásticos cuja proposta poderá ser mais bem compreendida aqui. Vocês poderão conferir como o tema do neoplasticismo nos orientou para desenvolvermos as peças a seguir!

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências


BORGES, Jorge Luis. Antología Poética 1923 - 1977. Buenos Aires: Alianza Editorial, 2008.
BORGES, Jorge Luis. Ficciones. Buenos Aires: La Nación, 2009.
BORGES, Jorge Luis. El Aleph. Buenos Aires: Alianza Editorial, 2008.
BORGES, Jorge Luis. Prólogos de la Biblioteca de Babel. Buenos Aires: Alianza Editorial, 2008.
BORGES, Jorge Luis. El Libro de Arena. Buenos Aires: Debolsillo, 2013.
BORGES, Jorge Luis. Historia de la eternidad. Buenos Aires: La Nación, 2008.
CALVINO, Italo. As cidades Invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
PIGNATARI, Décio. Semiótica da Arte de da Arquitetura. São Paulo: Ateliê Editorial, 2004.
GRAU, Cristina. Borges y la Arquitectura. Buenos Aires: Editora Cátedra, 1994.
LEITE, Uchoa Sebastião. Poesia Completa. São Paulo: Cosac Naify, 2015.
PEDROSA, Mário. Arquitetura, Esnsaios Críticos. São Paulo: Cosac Naify, 2015.

 

 


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