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Como foi?: Inventalíngua Hollywood quer dizer Azevedo

Você sabia que o som da palavra “problema” em grego clássico significa “objeto”?

 

A palavra objeto, por sua vez, vertida para o latim “objectum” significa ir à frente, oferecer, ir além e, uma vez que pensamos na palavra projectar, vemos que sua origem vem de ver além, ir para o além, lançar para frente... Objetos são problemas que projetam o nosso viver.

 

A oficina Inventalíngua buscou por meio da exploração de palavras e vocábulos desenvolver uma conexão entre conceitos imagéticos e fonéticos cuja significação sonora nem sempre é a mesma para línguas diferentes por mais próximas que essas sejam.

 

 

 Exploramos algumas palavras entre-línguas como, por exemplo: sonho -  em alemão Traum. A palavra Traum possui a mesma origem latina para a palavra trauma: signos metonímicos não se coincidem, senão, agrupam-se, isto é, o sonho como o agente que nos marca, escarifica, deixa memórias-além. Ambas as palavras devêm do termo grego Traumathos que significa, cicatriz, escarificação.

 

 

A partir de alguns estratos da obra de Guimarães Rosa caminhamos através dos conceitos de neologismo e de palavras-valise que inauguram conceitos inovadores através de flexões e figuras de linguagem distintas aos significados mais palatáveis que as palavras possuem.  Conceitos como sofrência, arreleque, enxadachim, mimbaumanhaçara, embrigatinhar e fluifim regados à inspiração metalingüística configuraram-se como disparadores para um pensamento da formação de palavras.

 

 

 

Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda.

Mas invento palavras

Que traduzem a ternura mais funda

E mais cotidiana.

Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.

Intransitivo

Teodoro, Teodora.

Manuel Bandeira

 

 

 

 

Também abordamos um trecho da obra Galáxias escrita por Haroldo de Campos, texto cujas características formais engendram uma mescla, uma sinfonia dissonante entre dizeres numa língua que podem traduzir-se a outra no meandro da narrativa, em sua continuidade e contigüidade líquida: fluidez lombrigante y muy torbellina.

 

 

Paralelamente à obra Galáxias aproveitamos o enlace para discutirmos o poema Jaguadarte produzido por Lewiss Carroll e traduzido ao português por Haroldo de Campos, irmão de Augusto de Campos.

 

 

Jaguadarte

 

Era briluz.

As lesmolisas touvas roldavam e reviam nos gramilvos.

Estavam mimsicais as pintalouvas,

E os momirratos davam grilvos.

 

 

"Foge do Jaguadarte, o que não morre!

Garra que agarra, bocarra que urra!

Foge da ave Fefel, meu filho, e corre Do frumioso Babassura!

Ele arrancou sua espada vorpal e foi atrás do inimigo do Homundo. Na árvore Tamtam ele afinal Parou, um dia, sonilundo.

 

E enquanto estava em sussustada sesta, Chegou o Jaguadarte, olho de fogo, Sorrelfiflando através da floresta, E borbulia um riso louco!

 

Um dois! Um, dois!

Sua espada mavorta Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!

Cabeça fere, corta e, fera morta, Ei-lo que volta galunfante.

Pois então tu mataste o Jaguadarte! Vem aos meus braços, homenino meu!

Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!"

 

Ele se ria jubileu.

Era briluz. As lesmolisas touvas roldavam e relviam nos gramilvos.

Estavam mimsicais as pintalouvas, E os momirratos davam grilvos.

 

Àqueles que se interessam mais por estes assuntos tão transmorfeseantes deixamo-lhes duas outras músicas que versam sobre esses assuntos tão deslizantes à língua!

 

 

 

 

 

 


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