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Como foi?: II Jornada do Patrimônio

Em 2016 a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura participa da II Jornada do Patrimôni com uma visita-educativa especialmente elaborada para estudantes, guias e agentes de turismo.

 

Esta inciativa deu-se por conta do entendimento do patrimônio histórico-arquitetônico como um eixo relativo ao entendimento e compreensão daquilo que compomos e resgatamos por memória e, conseqüentemente, identidade.

 

Com base nas atividades e visitas-educativas desenvolvidas pelo Núcleo Educativo da Casa das Rosas, elaborou-se um encontro em que os participantes possam ser instigados pelas e(hi)stórias referentes à composição da cidade de São Paulo através do desenvolvimento da avenida Paulista juntamente com as ações do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo e sua atuação como construtor, urbanista e participante de um momento único para a transformação da cidade de São Paulo.

 

Avenida Paulista, Aquarela. Jules Martin, 1896. 

 

Avenida Paulista, Fotografia, gelatina de prata. Guilherme , 1907.

 

A partir dos anos oitenta a sociedade experimentara a estranheza do espaço familiar habitável. Este espaço conhecido torna-se anormal, alheio e desconhecido: o observador sente temor e receio àquilo que o rodeia.

Os espaços do desaparecimento tomam conta da cidade, a Avenida Paulista tomada pela linha do internacionalismo torna-se representante de uma plástica comum: a reflectância toma posse. As identidades mesclam-se, o espelho conduz os olhares num amálgama de luzes e corpos que pressupõe um ambiente unido de seu entorno.

 

 

Tudo o que vemos e experimentamos nada mais é do que um produto cultural da visão orientada de nossa memória visual coletiva. Poderíamos criticar a representação artística porque essa faz parte de um exercício subjetivo da interpretação e da escritura sobre as superfícies da realidade. O real  está coberto e oculto, enquanto o que consideramos realidade e, em particular, a paisagem, é somente uma projeção subjetiva.

As imagens que mentais que temos da Avenida Paulista e da Casa das Rosas apesar de pertencerem a contextos diferentes encontram-se juntas na formação iconográfica que se pode apresentar ao público para a busca de uma definição de identidade paulistana.

 

 

Crise na memória coletiva – o ambiente

 

A percepção está sempre relacionada à memória – impregnada de recordações.

A percepção sensorial de qualquer realidade imediata e presente mescla-se com detalhes de experiências passadas. Muitas vezes e, paradoxalmente, as recordações desconectam-se das percepções reais. E são as percepções reais que funcionam como “signos” que auxiliam recordar antigas imagens. A memória aborda a consciência individual e as percepções, isto é, relaciona a subjetividade com o conhecimento daquilo que compreendemos por realidade. Por um lado, recobre como se fosse uma colcha de retalhos a percepção imediata e, por outro, também reúne a multiplicidade de momentos vividos na anterioridade. Toda percepção já é, por si, memória.

 

 

“Aí é que entrava a imaginação: compor e harmonizar entre si relevos de modo a obter uma sinfonia que levasse os olhos do expectador a vagarosamente ir percorrendo aquela superposição rica de ressaltos. [...] Tudo isso comum a todas as casas que adensavam as cidades então em desenvolvimento. A descrição sumária cabe a todas as ruas. Mas de cidade para cidade, às vezes de bairro para bairro, há sempre uma linguagem diferente, um certo condicionamento de difícil definição, sabidamente ligado à mão-de-obra, a modismos personalistas logo transformados pelos copistas atentos numa sintaxe definidora de um dialeto regional. A leitura dos espaços urbanos é assim facilitada e definida [...] Enfim, essa facilidade de intensificação dos espaços urbanos é que define os patrimônios ambienteis, que nunca foram bem interpretados, analisados, quantificados. Só sabemos que têm sido sistematicamente destruídos, impedindo a perpetuação das identidades, a fixação de caracteres definidores, em obediência a uma fatalidade histórica de um país sem memória.”

O Neoclássico e o Ecletismo

Carlos Lemos em Arquitetura Brasileira

 

Referências

 

ABREU, M. Sobre a memória das cidades. In: CARLOS, A.F.A.; LOPES, M.; SPOSITO, M.E. (orgs) A produção do espaço urbano. Agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2011. 


ARGAN. G.C. História da arte como história da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 2005. 

 

BONDUKI, N. Intervenções urbanas na recuperação de Centros Históricos. Brasília: Iphan, 2010. 


BOSI, E. O tempo vivo da Memória. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. 


CANCLINI, N. O patrimônio cultural e a construção imaginária do nacional. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Brasília, no 23, p.95-115, 1994. 


CHOAY, F. A alegoria do patrimônio. São Paulo: estação Liberdade/Ed. Unesp, 2001. 


DEPARTAMENTO DE PATRIMÔNIO HISTÓRICO (DPH). O direito à memória: patrimônio histórico e cidadania. São Paulo: DPH, 1992. 

 

JEUDY, H.P. Espelho das cidades. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2005.

 

NIGRO, C.R. Territórios do patrimônio: tombamentos e mobilizações sociais. In: 
RABELLO, S. O Estado na preservação de bens culturais. O tombamento. Rio de Janeiro: Iphan, 2009. 



SANTANA, M. Da cidade-monumento à cidade-documento. A trajetória da norma de preservação de áreas urbanas no Brasil (1937-1990). Dissertação (Mestrado). Universidade Federal da Bahia, 1995. 


SANTOS, M.V.M. Nasce a academia Sphan. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Brasília, no 24, p.77-96, 1996. 


SCIFONI, S. Os diferentes significados do patrimônio natural. Revista Diálogos, DHI/UEM, vol 10., n.3, p, 55-78, 2006.


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