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COMO FOI?: I JORNADA DO PATRIMÔNIO NA CASA DAS ROSAS.

 

São Paulo, 13 de Dezembro de 2015.

 

 

A Casa das Rosas está sempre aberta para receber visitantes interessados em conhecer e se apropriar da história da cidade. A participação da Casa na I Jornada do Patrimônio reafirmou nossa relevância para a memória dessa cidade assim como tantos outros.

 

O patrimônio material e imaterial de São Paulo é muito diverso em função da grande população que fez do lugar sua nova moradia. Sendo assim cada detalhe urbano ou regiões pouco habitadas são testemunhos de uma história. Para discutir memória, cultura e identidade, recebemos duas palestras programadas especialmente para a Jornada.

 

 

 

Renata Cardias inciou sua fala problematizando o direito à cultura e à memória. De acordo com ela, o acesso à cultura é o quesito inicial para que a própria comunidade conheçam sua história e portanto possam valorizá-la. Este apontamente é fundamental se considerarmos principalmente as comunidades marginalizadas cuja cultura é silenciadas. Ela problematizou também como a ação turística deve estar atenta para o respeito às identidades e cultura de um local um a vez que essa ação se relaciona diretamente com as manifestações de natureza material imaterial. 

Renata também apresentou um consistente panorama histórico à respeito das políticas públicas e convenções nacionais e internacionais que contribuíram para o reconhecimento da ideia de patrimônio material e imaterial.

 

 

Renata Cardias levantou várias questões caras ao turismo cultural diferenciando-o do chamado turismo de massa.  


Renata Cardias chama atenção para que o agente de turismo tenha o cuidado de atuar com e junto da comunidade junto ao invés de atuar por ela (no lugar dela). Estes pontos são fundamentais para evitar que o trabalho não seja predatório à comunidade local:

"(...) O agente cultural deve considerar a comunidade local como a base do lugar de forma que é preciso saber como esta comunidade quer trabalhar o turismo. Ou seja, o turismo cultural pode potencializar o patrimônio como forma de contribuir para respeitá-lo. Já o turismo de massa pode não respeitar a comunidade uma vez que ele funciona numa dinâmica que não acompanha o ritmo da comunidade. (...) o turismo cultural precisa se perguntar o que sua atuação vai provocar e oferecer para aquela comunidade onde atua. Portanto, o agente cultural deve ser sensível e criativo e não apenas ser aquele agente que vai ter tudo de "côr" sobre as datas e as características do local. O agente deve ter um papel ativador, envolvente, com o lugar, fazer com que o turismo participe das vivências ter o contato com várias gerações da comunidade. Exemplos disso são atividades que vão colocar o turista em contato com os costumes, festas da comunidade de modo a fazer este visitante vivenciar, experimentar essa cultura. Afinal a cultura é um organismo vivo e deve ser vivenciada".   

 

Neste ano de 2015 foi celebrado 15 anos das ações do poder público brasileiro em prol do patrimônio imaterial. Mais recente ainda são as políticas públicas à respeito da cultura popular enquanto valorização de cultura em mesmo patamar de cultura erudita. Essa nova perspectiva reivindica uma desconstrução de uma suposta hierarquia que institui “alta cultura” em por ser uma oriunda dos costumes, estéticas e crenças legitimadas por uma elite. É a partir dessa desconstrução que qualquer manifestação cultural é tão digna de ser considerada como tal desfazendo uma hierarquia de valor. O mesmo raciocínio se aplica aos patrimônios materiais, como edificações na paisagem de uma cidade, por exemplo. Afinal, porque uma casa, um monumento, um bairro ou um prédio possui um valor histórico menor do que outro?

A salvaguarda de uma cultura compreende todas as ações que contribuem para a proteção do patrimônio, tais como os registros e manutenção dos bens materiais e imateriais. Sobre a salvaguarda da cultura popular Renata comenta: "(...) A salvaguarda não é um processo fácil, envolve apoio e promoção do bem e a valorização dos mestres e executantes deste patrimônio que é passado de geração em geração". 

A palestrante também citou marcos decisivos para a proteção da cultura popular brasileira tais como: 

1935 - Missão Folclórica liderada por Mário de Andrade, então Diretor do Departamento de Cultura da Cidade de São Paulo.   

1951 - Instalação da Comissão Nacional do Folclore.

1979 - Fundação do Instituto Nacional do Folclore. 


Renata também explicou as três modalidades de patrimônio sendo elas portanto:

- Patrimônio Histórico: vestimentas, adereços, utensílios, móveis e edificações que se prestam a contar a história de um lugar ou de uma cultura;

- Patrimônio Cultural: bens materiais e imateriais que são e, ao mesmo tempo, ilustram a cultura e identidade de um povo. Os costumes, festejos e culinária de um povo são exemplos disso.

- Patrimônio Ambiental: a paisagem de um lugar.


Seja qual for a modalidade de patrimônio, Renata afirma que este conceito vem mudando conforme a mudança sobre o conceito de cultura. Tal fenômeno faz com que a concepção de patrimônio se desprenda ou restrinja somente a ideia de posse.


Por fim Renata encerra com a pergunta: como é possível a atribuir um patrimônio (material e imaterial) cultural à uma cidade tão grande, populosa e diversa como São Paulo? 

 

A segunda palestra foi proferida por Marcos Júnior Teixeira de Oliveira, jornalista e especialista em turismo. Marcos teve como fio condutor a pesquisa que ele realizou à respeito do Museu do Imperial de Petrópolis.

 

Marcos Júnior Teixeira de Oliveira, pesquidor do Museu Imperial de Petrópolis. 

 

Pronto a partir de 1862, o atual museu era a casa de verão da família imperial. Ao longo da sua existência a edificação foi teve diversos usos os quais Marcos pontuou bem detalhadamente.

A apresentação de Marcos focou no projeto “Som e Luz” realizado nos jardins do Museu Imperial. Ele apontou como os impactos positivos dessa atração fortalece a imagem da institucional do Museu.

Por fim, Marcos relacionou este caso a alguns exemplos de São Paulo. 

 

 

A atividade rendeu muitas reflexões para o Núcleo Educativo cujo trabalho busca potencializar as relações de valor e significado entre os visitantes e o espaço. 
Acima a educadora Luciana Félix integrante da equipe. 

 

 

 

 

 


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