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Como foi?: Educação Pela Poesia das Coisas

São Paulo, 4, 11, 18 e 25 de março de 2017.

 

"Vivenciar uma educação sensível, fulgurada pelas estrelas da poesia, proporciona ao homem uma melhor compreensão estética sobre as coisas da vida, ressignificando o viver e o mundo, sem a pretensiosa vontade de salvar a humanidade das mazelas espirituais, emocionais, sociais e econômicas presentes nas sociedades contemporâneas."
Gilmar L. Ferreira
 
 
O curso foi dirigido a professores e educadores e sua organização deu-se em conjunto com o Centro de Referência Haroldo de Campos da Casa das Rosas. Nossa intenção foi apresentar a poesia concreta e, em particular, a poesia de um de seus criadores, Haroldo de Campos, com o intuito de propor formas de utilização dessas manifestações poéticas em ações educativas.
 
Em um total de quatro encontros, os participantes puderam expor suas relações com a literatura e falar tanto sobre suas dificuldades quanto sobre benefícios do trabalho com poesia em sala de aula. 
 
Todos tiveram a oportunidade de não apenas conhecer e compartilhar informações sobre poesia concreta, visitar e saber sobre o acervo de Haroldo presente na Casa. Mais do que de debates acerca da fruição e das possibilidades da poesia concreta, os encontros foram marcados por jogos que visam plasmar o universo desta poesia para os mais diversos tipos de público. 
 
Um quebra-cabeça elaborado pelo Núcleo Educativo foi um dos jogos utilizados para para explorar, sobretudo com crianças da segunda infância, algumas das características da poesia concreta, tais como o trabalho com a forma geométrica e sua visualidade:

 

 

 

A seguir propusemos um outro jogo elaborado pelo Núcleo Educativo. Trata-se de um desafio de construção de palavras inspirado em ALEA I — VARIAÇÕES SEMÂNTICAS, de Haroldo de Campos. O jogo é feito de morfemas e também de algumas palavras "prontas". O objetivo é introduzir o universo do neologismo, tão presente nas (trans)criações de Haroldo de Campos e de outros concretistas:

 

 

 

Em um outro momento muito lúdico, todos jogaram uma atividade desenvolvida pensando principalmente em alunos de fund. II e ensino médio: o jogo denominado "África".   
Diversos poemas concretos foram disponibilizados em um saquinho. Cada participante pegava um poema por rodada, e o mantinha em segredo para "desafiar" os outros. 
Os mesmos trabalhos selecionados (cerca de 20 poemas concretos) ficavam em loop, projetados na parede. Na primeira rodada o desafio foi descrever o poema que tinha em mãos e suas características (ex. "poema com letras inspiradas no alfabeto rúnico") para que os outros tentassem adivinhá-lo. Na segunda, cada integrante descreveu seu poema com apenas uma palavra. Na terceira, um gesto foi utilizado, e na quarta, um som:
 
 
 
 
 
O restante do tempo foi feito de conversas sobre as percepções dos participantes e sobre conceitos envolvidos na atividade.
 
O curso foi uma ótima oportunidade de sinergia entre educação não formal e formal, entre educadores de museu e educadores escolares. Estes tiveram o ensejo de adquirir melhores ferramentas para compreensão e catalisação de potencialidades da poesia concreta, tais como seu papel numa educação para leitura de imagem e os instrumentos que esse tipo de poesia oferece para o trabalho com várias linguagens da arte. 
 
 
 
 
Referências
 
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SILVA, Ezequiel Theodoro da. Concepções de leitura e suas consequências no ensino. Disponível em:
 
SOETHE, Paulo Astor. Literatura Comparada. Curitiba: Editora Iesde, 2009.

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