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Como foi?: Cartaz Livre

São Paulo, 5 de fevereiro, 2017.

 

Em pleno ano de comemoração dos 100 anos da Revolução Russa, o Núcleo Educativo propôs uma oficina de experimentação e criação poética associada à confecção de cartazes inspirados nos poemas-cartaz produzidos pelos participantes da vanguarda russa nas primeiras décadas do século XX, caso de poetas como Wladimir Maiakoviski.

 

A visualidade poética serviu como instrumento e possibilidade de transmissão das legendas políticas da frente de esquerda na Rússia daquele tempo que reunia o que se chamou de “esquerda das artes”.

“Maiakoviski é em essência um poeta semiótico, ele, aliás, começou não somente como poeta, mas como pintor, ele era pintor e desenhava. Essa sua habilidade plástica se integrou no projeto de toda uma geração de artistas, poetas e pintores que no início do século levaram para a poesia as preocupações da visualidade. Hoje se sabe que há um grande repertório de trabalho de livros que foram feitos a partir das primeiras décadas do século, não só por Maiakoviski, mas por outros poetas como Krutch Ônix, Rybnikov em conjunto com artistas como o próprio Metchnikoff, Goncharova, Tatlin eram trabalhos, alguns deles edições muito limitadas, manuscritas, feitas com tintas diversas ou mesmo com tipografia muito especial, artística, enfim toda uma tradição em que se procurou renovar no sentido do livro, quase que do livro objeto porque se usavam também texturas diferenciadas nas capas e nas próprias páginas dos livros. Essa tradição criada fazia uma ligação funcional e profunda entreo texto e a visualidade e Maiakoviski foi um dos grandes protagonistas desse período.” 

 

 

Vladimir Maiakovski participou do partido bolchevique desde a década de 1910e se inseriu inicialmente no trabalho junto a pintores que compartilhavam das premissas do cubofuturismo, um movimento artístico de vanguarda russa que aliava as influências do cubismo e do futurismo ocidentais com as formas de arte populares da Rússia. No caso da poesia, havia uma preocupação em criar novas fontes e formas de localização de letras e palavras que fugissem da construção tradicional dos poemas.

Essa criatividade e inovação iriam acompanhá-lo quando estourasse a Revolução de 1917.

 

 

Tanto a questão estética dos poemas de Maiakovski como seus temas ligados ao trabalho junto a grupos de operários e a menção a lutas operárias em outros países mostram a busca do mesmo por fomentar uma solidariedade entre os trabalhadores.

 

 

Interessante também é pesquisar a vida de Maiakovski e mostrar como o avanço do poder de Stálin e o aumento da censura sobre a criatividade artística acabaram desmotivando-o a continuar contribuindo para a URSS, levando-o ao suicídio em 1930, como uma série de artistas e cientistas também havia feito.

 

 

 

O “poeta da revolução" foi frequentemente citado como um dos maiores poetas do século XX, ao lado de Ezra Pound e T.S. Elliot, bem como "o maior poeta do futurismo”.

 

Durante a Guerra Civil, Mayakovsky se dedicou a desenhos e legendas para cartazes de propaganda. Fundou em 1923 a revista LEF (de Liévi Front, Frente de Esquerda), que reuniu a “esquerda das artes”, isto é, os escritores e artistas que pretendiam aliar a forma revolucionária a um conteúdo de renovação social.

 

 

 

Sua produção foi profundamente revolucionária na forma e nas ideias que defendeu, apresenta-se coerente, original, veemente, una. A linguagem que emprega é a do dia a dia, sem nenhuma consideração pela divisão em temas e vocábulos “poéticos” e “não-poéticos”, a par de uma constante elaboração, que vai desde a invenção vocabular até o inusitado arrojo das rimas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia indicada: CAMPOS, de Augusto; CAMPOS, de Haroldo; SCHNAIDERMAN, Boris. Poesia Russa Moderna, São Paulo: Perspectiva, 2012 (coleção signos 33)


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